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Ovular dói?

A ovulação dolorosa atinge 20% das mulheres e não é uma doença

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Valéria Mendes - Saúde Plena Publicação:01/07/2015 10:00Atualização:01/07/2015 10:03
Não é uma doença, mas é relativamente comum: atinge duas a cada dez mulheres entre 12 a 50 anos, intervalo conhecido como menarca ou período reprodutivo. Ou seja, antes da menopausa que é quando os ovários estão funcionando. A dor da ovolução tem nome alemão, mittelschenrz, que em tradução livre significa dor do meio do ciclo. O incômodo é sentido por que, na ovulação, acontece o rompimento do folículo ovariano que, segundo o ginecologista e diretor da Associação de Ginecologista e Obstetras de Minas Gerais (SOGIMIG), Delzio Bicalho, tem o tamanho de uma gema de ovo. “No momento da ruptura folicular, forma-se uma bolha. Dentro dela tem um volume significativo de líquido com estrogênio que cai na cavidade abdominal após o rompimento”, explica. Segundo o especialista, pode até ocorrer um pequeno sangramento nesse período.

Além disso, Delzio Bicalho explica que a prostaglandina – substância produzida nessa fase do ciclo reprodutivo - estimula o movimento de contração da trompa. “Esses movimentos são para ajudar que o óvulo seja captado pela trompa”, afirma. Outro sinal do período ovulatório é o aumento da temperatura que pode demorar de três a quatro dias para baixar. Um outro indício do período ovulatório é a saída pela vagina de um muco similar a uma clara de ovo crua. “É uma preparação do organismo feminino para facilitar a subida do esperma para dentro do útero”, detalha o especialista.

Como o limiar de dor é pessoal, há mulheres que não sentem nenhum incômodo nessa fase do ciclo reprodutivo e outras que se incomodam bastante. Delzio Bicalho, alerta, entretanto, que a ovulação dolorosa muitas vezes esconde um diagnóstico de endometriose (saiba mais aqui), cálculos renais ou apendicites. “Se a dor incomoda muito, a mulher deve procurar um médico para descartar essas hipóteses”, alerta.

A mulher não quer engravidar e sente dor ao ovular pode optar por um método contraceptivo hormonal. Já se ela tem a intenção, passou por exames e descartou outras doenças, pode usar esses sintomas para ter o que a medicina chama de coito programado. “Mulheres que têm essa sensibilidade sabem até o lado em que estão ovulando”, afirma o ginecologista.

Agora, não é por que a mulher sentiu dor ao ovular que ela vai se incomodar com isso sempre. Dessa forma, outra alternativa para aliviar a indisposição são o analgésicos. “É uma dor branda, não chega a ser uma dor incapacitante, tem duração de horas ou, no máximo, um dia”, esclarece Delzio.

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