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Por que o contraste de temperaturas ajuda a aliviar dores?

Comum entre os atletas, terapia frio/calor diminui o inchaço e reduz o estímulo ao sistema nervoso

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Letícia Orlandi - Saúde Plena Publicação:24/07/2014 11:01Atualização:02/09/2015 09:56
Cada tipo de dor exige um tratamento específico: uma sobrecarga muscular depois de uma partida de futebol profissional, por exemplo, leva a alterações diferentes das que ocorrem em quem nunca praticou esporte (AFP PHOTO / GABRIEL BOUYS)
Cada tipo de dor exige um tratamento específico: uma sobrecarga muscular depois de uma partida de futebol profissional, por exemplo, leva a alterações diferentes das que ocorrem em quem nunca praticou esporte
Traumas, quedas, torções, lesões e até mesmo o sedentarismo podem fazer com que as dores musculares ocorram de forma mais frequente. Cada tipo de dor exige um tratamento específico: uma sobrecarga muscular depois de uma partida de futebol profissional, por exemplo, leva a alterações diferentes das que ocorrem em quem nunca praticou esporte.

Um dos métodos para o alívio das dores é a utilização dos meios térmicos (frio e calor), principalmente para os incômodos resultantes de lesões geradas pela prática esportiva e traumas.

Mas porque o frio e o calor ou a terapia que aplica os dois são usados para a melhora dessas dores? “O frio provoca uma vasoconstrição diminuindo o inchaço e o estímulo doloroso para o sistema nervoso periférico e central - que realiza e coordena a contração muscular e a sensibilidade. Já o calor, na maior parte dos casos, promove vasodilatação, o que melhora a função muscular e a elasticidade dos tecidos (tendões e músculos). Quando próximo a uma articulação, o calor pode diminuir a rigidez articular e relaxar a musculatura”, explica o médico Rogério Teixeira, ortopedista e traumatologista especialista em medicina esportiva, membro da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED) e Sociedade Brasileira de Artroscopia e Trauma do Esporte (SBRATE).

A alternância de vasoconstrição e vasodilatação facilita muito a melhora do processo inflamatório local, beneficiando a drenagem do edema e a absorção de substâncias prejudiciais ao tecido inflamado. Agentes de resfriamento, como o gelo ou o mentol, por exemplo, podem baixar a temperatura no local onde são aplicados.

Após algum tempo, que varia de pessoa para pessoa, o calor pode surgir como efeito do aumento da circulação local. Este calor ajuda a liberar substâncias químicas naturais, importantes para a melhora do quadro doloroso e que vão agir como moduladores da dor local. “Não é somente este mecanismo que vai aliviar quadros mais complexos de dor local. O tratamento tópico é sempre recomendado como inicial para uma dor leve. Entretanto, se estivermos lidando com pacientes portadores de quadros crônicos de dor, mecanismos mais simples de tratamento podem não ser efetivos por si só”, reforça Teixeira.

Além da tradicional bolsa de água quente, produtos desenvolvidos especificamente para o tratamento de contusões, traumas, dores musculares, cãibras, torcicolos e processos dolorosos podem ajudar no alívio da dor.

Informação fornecida pelo Dr. Rogério Teixeira, ortopedista e traumatologista especialista em medicina esportiva

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