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ARAXÁ
Carinho que vem de sogra

Desafiando a crença popular, o aprendizado com a sogra garantiu a Márcia Larquer Moneda o sucesso de sua fábrica artesanal de doces. A Doces Vó Lurdes, nome dado em homenagem à mãe do marido de Márcia, existe há sete anos e tem como carro-chefe produtos cristalizados recheados. “Foi uma invenção da minha sogra, a vó Lurdes, que vive em Vargem Grande do Sul”, diz. Márcia conta que já gostava de cozinhar antes de fabricar doces e, por isso, não teve dificuldade em aprender com a sogra os segredos das delícias. “Foi durante um período que ela passou aqui em casa. Eu já trabalhava fazendo marmitas e decidi me dedicar só aos doces.” Hoje, Márcia trabalha com cinco funcionárias, além dos três filhos, que, às vezes, ajudam, e o marido, que largou a profissão de vendedor para se dedicar ao negócio. A produção ainda é feita nos fundos da casa, em uma estrutura adequada. “Eu e meu marido fazíamos o doce embaixo de uma lona. Imagine como era!”, lembra. Entre os planos da doceira está a compra de uma casa para morar, ficando a atual apenas para a fabricação dos doces. “Trabalhar em casa tem suas vantagens, mas, por outro lado, não se pára um minuto.” Uma das vantagens é sentida pelo olfato, a todo o momento e por toda a casa. O cheiro que vem dos fundos é irresistível e pede ao menos uma beliscada nas bandejas coloridas pelos diversos doces que acabam de sair. Difícil é optar por um apenas.

Como fazer doce de abóbora recheado

Descascar e retirar as sementes da abóbora e cortá-la em cubos de cerca de 4 cm de lado. Deixá-los de molho por um hora, na água com cal. Tirar os pedaços da mistura e lavá-los bem, apenas com água corrente. Pôr a abóbora picada em uma panela e cobrir com água. Deixar cozinhar em fogo alto, até a abóbora ficar macia (teste espetando os pedaços com um garfo). Escorrer a água e furar, com um garfo, todos os lados dos cubos, para não murcharem. Na panela, pôr meio quilo de açúcar e a abóbora, deixando caramelar por 20 minutos, sem mexer. Colocar água até cobrir os cubos e deixar ferver no fogo por mais 20 minutos. Deixar o doce descansar por seis horas e, então, repetir o processo por mais três vezes, a cada etapa com mais meio quilo de açúcar. Na última fervura, desligar o fogo quando a calda estiver cremosa. Passar o doce em uma peneira, para escorrer a calda, e passar os pedaços de abóbora, ainda quentes, no açúcar refinado. Para o recheio, levar os ingredientes ao fogo e desligar assim que secar toda a água. Retirar o meio dos cubos de abóbora com uma faca e rechear com a cocada.

Receita fornecida por Márcia Larquer Moneda,
de Araxá: (34) 3662-4399

Ingredientes:

Para o doce
 1 kg de abóbora-menina (abóbora-de-pescoço)
 2 kg de açúcar cristal
 3 litros de água
 1 xícara (café) de cal

Para o recheio
 200 g de coco seco ralado
 450 g de açúcar
 1 copo (requeijão) de água

Bem mineiro:

O município de Serra do Salitre, a cerca de 80 quilômetros de Araxá, é produtor de um dos mais saborosos queijos das Minas Gerais, agora patrimônio nacional. Encontrado em quase todas as lojas de produtos típicos da região, também pode ser comprado diretamente dos produtores, via cooperativa Cooalpa. Contato: (34) 3833-1990