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CARMO DO CAJURU
Herença que alimenta
De origem africana, a palavra quitanda já foi usada para denominar o tabuleiro em que eram colocadas as iguarias que seriam vendidas nas ruas. Ao longo do tempo, o termo acabou sendo usado como referência aos próprios produtos, preparados a partir de uma infinidade de ingredientes. Em Minas, as quitandas, mais que alimentar, parecem ter o incrível poder de aproximar as pessoas. Quer coisa mais mineira do que receber uma visita com cafezinho passado na hora e biscoitos, roscas, broas e pães de queijo? Em Carmo do Cajuru, a 125 quilômetros de BH, a quitandeira Luci de Nogueira Gonçalves conhece bem esse traço da mineiridade. Logo que os viajantes chegam à sua casa, saquinhos de biscoitos de queijo por ela preparados são abertos e dispostos em travessas. Como manda a tradição, as receitas são herança da mãe, com quem aprendeu as primeiras lições ainda menina. Há 20 anos, a mineira vive do ofício e orgulha-se da boa fama cultivada na cidade. Luci divide o trabalho com a filha Natalina, para quem ensinou os segredos do tão procurado ponto da massa. “A receita é fácil, mas depende da mão. Quando Natalina era mais nova, eu nem a deixava mexer, mas agora ela já sabe”, conta. Uma história que se repete, para deleite das futuras gerações.
Como fazer minibiscoito de queijo
Misturar os ingredientes, sendo que o leite deve ser colocado por último, aos poucos, até que a massa fique homogênea e no ponto de enrolar. Fazer rosquinhas com a massa e levar para assar em tabuleiro untado, em forno aquecido a 200 graus. Retirar quando começarem a dourar.
Receita fornecida por Luci de Nogueira Gonçalves,
de Carmo do Cajuru: (37) 3244-1329 |