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SANTA MARIA DO SALTO
Saboroso estranhamento
Depois de desvendar as preciosidades da cidade de Jequitinhonha, a equipe quer descobrir outras surpresas pelas ricas cidades da região. A próxima parada é a pacata e simpática Santa Maria do Salto, a 827 quilômetros da capital. A cidade é uma verdadeira pérola, guardada entre as rochas de um vale que torna a paisagem bucólica e inspiradora. Com os moradores, que não poupam fartas doses de boa prosa, descobre-se uma tradição gastronômica de deixar de queixo caído os forasteiros. “Chouriço doce, é isso mesmo?” O mesmo estranhamento manifestam moradores quando os viajantes relatam só conhecer a iguaria salgada, servida inclusive como tira-gosto. Quem prepara a receita local é Anésia Rodrigues da Silva, a Dona Tuta. Ela conta que a família criava porcos e, por isso, o sangue para o chouriço era obtido com fartura. Ainda assim, as doses do doce eram regradas. “Os meninos queriam comer muito, mas não pode, porque é muito gorduroso”, conta. Para acompanhar o chouriço, colheradas de farinha de mandioca, como não poderia deixar de ser. Graças à gordura, dona Tuta garante que a iguaria não se perde facilmente. O prazo de validade? Ela classifica como “para sempre, Jesus, amém”.
Como fazer chouriço doce
Levar o sangue ao fogo com a água e mexer até que endureça. Passar em uma peneira e levar ao fogo novamente com a banha, o cravo e o açúcar. Mexer por cerca de 30 minutos, até que a mistura fique cremosa. Conservar em latas ou vasilhas na geladeira. No momento de servir, o doce deve ser aquecido novamente.
Receita fornecida por Anésia Rodrigues da Silva,
de Santa Maria do Salto: (33) 8859-7696 |