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RUBIM
Estranho nome, doce fama
De Almenara, os viajantes dão um pulinho à vizinha cidade de Rubim, a 764 quilômetros de Belo Horizonte. De uma calma aparentemente inabalável, a cidade também abriga famílias que comercializam seus produtos no mercado municipal. Às sextas e sábados, encontra-se lá grande variedade de itens, entre eles um doce cuja fama se espalha pelo Vale. O tijolo, que leva o nome justamente pela aparência, é tradição na região, mas a receita é guardada por poucos. Um deles é dona Maria Petronilha dos Santos. Ela prepara o doce de rapadura com mamão e coco na Fazenda Floresta, de onde vem a matéria-prima principal. Segundo ela, há quem faça o tijolo com açúcar, mas bom mesmo é usar o caldo de cana, da maneira tradicional, ensinada pelo pai, que cultivava cana. Por isso, a produção mais abundante coincide com a melhor época de colheita da cana. “É em maio que a gente tem mais”, explica. É exatamente quando o doce faz a alegria dos netos de dona Maria e de quem passa pela região, que não pode deixar de levar para casa um exemplar da açucarada tradição.
Como fazer tijolo
Em um tacho de cobre, ferver em fogo alto o caldo de cana. Com uma colher, retirar a espuma que ficar na superfície durante a fervura. Mexer até obter um melado. Acrescentar os demais ingredientes e mexer até que o doce comece a se soltar do fundo do tacho. Despejá-lo em formas do tamanho de um tijolo. Retirar assim que endurecer.
Receita fornecida por Maria Petronilha dos Santos,
de Rubim: (33) 3746-1590 |