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LAGOA SANTA
Da natureza para o tacho
Uma das principais dádivas de quem vive na roça é o rico conhecimento acerca dos caprichos da natureza. Entender os ciclos, as épocas certas de plantar e de colher cada fruto e as muitas maneiras de se aproveitar, principalmente na culinária, o que brota da terra. Toda essa sabedoria vem sendo cultivada por Maria Rosa de Souza, desde que trocou o barulho, a correria e a poluição da capital pelo canto dos pássaros, a calmaria e o ar puro da Lapinha, em Lagoa Santa. Foi lá que a mineira pôde aperfeiçoar o que para ela é um verdadeiro dom: a arte de cozinhar. “Sempre gostei, aprendi com minha mãe. Acho que cada um nasce com um dom para alguma coisa. Eu nasci com esse.” O amor pelo fogão fez com que Maria se transformasse na doceira oficial da comunidade, título que carrega com orgulho. Outra coisa que a enche de satisfação é aproveitar “da casca ao coração” de cada fruto. “Não gosto de desperdício. A gente tem que experimentar receitas com todas as partes da fruta, nada é desprezado”, explica. Prova disso é o doce de carambola, que a doceira faz questão de preparar sem lhe retirar nada. O ingrediente principal é colhido no próprio quintal. Detalhe que faz a diferença e que o paladar, de imediato, reconhece e agradece.
Como fazer doce de carambola
Fatiar as carambolas, de modo que fiquem com o formato de estrelas. À medida que forem cortadas, despejar em uma vasilha com a água e o limão, para que não escureçam. Em uma panela, por a fruta, o açúcar e a água. Mexer até a calda engrossar, por cerca de 40 minutos. Retirar do fogo, deixar esfriar e servir. Caso deseje que o doce fique na textura de geléia, batê-lo no liquidificador depois que esfriar. Passar em uma peneira e levar de volta ao fogo, mexendo até engrossar.
Receita fornecida por Maria Rosa de Souza,
de Lagoa Santa: (31) 3689-8570 |