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PARACATU
Doce pedaço da história
No passado, os quilombos eram espaços de resistência e de luta pela liberdade dos escravos que serviam à elite. Hoje, são certificados e reconhecidos pelo governo, abrigam famílias remanescentes daquele período, que vivem principalmente de atividades ligadas à terra. Em Paracatu, um pouco dessa história é contada na comunidade quilombola São Domingos por Ronaldo Planeta, uma das figuras mais populares do lugar. Além da simpatia e da vocação para organizar torneios de futebol, Planeta tem boa fama pelas rapaduras que produz. Em um antigo engenho, o paracatuense recupera uma tradição que atravessa gerações, o que acrescenta ao produto um ingrediente mais que especial. Segundo ele, a técnica é toda artesanal e segredos para o preparo da rapadura batida lhe foram ensinados pelo pai, que deixou também de herança alguns utensílios usados ainda hoje. “Os cuidados começam com a terra. Se é mais clara, dá cana melhor”, ensina. Planeta também tem um restaurante na comunidade, que, segundo fontes seguras, serve o melhor frango caipira de Paracatu. Apesar do trabalho exaustivo, ele não reclama. E com orgulho pode dizer, ao contrário de seus antepassados: “Nunca tive patrão”.
Como fazer rapadura batida com amendoim
Em um tacho, lever a rapadura ao fogo brando até que ela derreta e fique no ponto de melado, que pode ser medido colocando uma porção do doce em um pouco de água. Se formar uma bolinha que dê para pegar com os dedos, está no ponto. Pôr o amendoim, a água e o leite, misturar e deixar ferver até secar os líquidos. Despejar, aos poucos, a mistura em uma gamela grande de madeira e, com uma colher de pau de braço comprido, mexer por cerca de 20 minutos, até ficar cremoso e com a cor mais clara. Despejar na forma de madeira e desenformar depois de 40 minutos.
Receita fornecida por Ronaldo Planeta,
de Paracatu: (38) 9948-6331 |