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PARAOPEBA
Tira-gosto refinado

Parada obrigatória. Quem passa pela BR-040, rumo a Três Marias, tem que provar a famosa lingüiça da Bete. Há 42 anos, Edna Fernandes de Amorim, que virou Bete, é conhecida na sua terra natal, Paraopeba, a 100 quilômetros de Belo Horizonte, e por viajantes que chegam ou atravessam a cidade. No preparo, entram apenas lombo de porco e pernil traseiro, “sem qualquer aditivo químico”, como faz questão de ressaltar. O sucesso é tamanho que, por semana, Bete, de 51 anos, comercializa 1,5 mil quilos do produto. Brincando, ela diz que ganha a vida “enchendo lingüiça”. Mas o segredo está mesmo é na carne de qualidade. E, logicamente, no seu talento para o negócio. “A gente tem a técnica, mas procura sempre aprimorar”, afirma. No tempero, sal e alho e, dependendo do gosto do freguês, pimenta. Na sua casa de carnes, o movimento é constante. Bete lembra que a lingüiça vai bem no feijão-de-tropeiro, no tutu à mineira, no churrasco, assada ou na infinidade de pratos da cozinha mineira. E ensina maneiras simples de transformar a iguaria em tira-gostos refinados, como a receita que usa vinho para dar à lingüiça um paladar especial.

Como fazer Lingüiça ao vinho

Escolha uma lingüiça de boa qualidade. Coloque em um tabuleiro e leve ao forno pré-aquecido. Regar, aos poucos, com o vinho. Espete, para que o vinho entranhe, e deixe no forno até que a lingüiça fique dourada, ao ponto. Servir como complemento para aperitivos.

Receita fornecida por Edna Fernandes de Amorim, a Bete, de Paraopeba

Ingredientes:

 1 kg de lingüiça de porco
 1 copo de vinho tinto seco

Da Terra:

Quem viaja pela região do cerrado deve conhecer o jenipapo, o pequi e a jabuticaba. Em Paraopeba, Carlos José Alves Pereira aproveita os frutos e faz licores muito apreciados. Carlos conta que aprendeu os segredos da bebida com a mãe, dona Mariquita, e, hoje, as garrafas são vendidas em São Paulo e Brasília.

Onde ficar:

Novo Hotel
(31) 3714-1617