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RIO ACIMA
Frango com ora-pro-nóbis
Ao longo do
legendário rio das Velhas, afluente do Velho
Chico, nasceram arraiais que se transformaram em
vilas e depois em cidades.
Desde o século XVII, as águas vêm servindo como
condutor da civilização, cultura, usos e costumes.
E, claro, da força da culinária. Municípios como Rio
Acima, a 36 quilômetros de Belo Horizonte, conservam receitas tradicionais, que passam de geração a geração, sem perder a originalidade. O frango capiria com ora-pro-nóbis atravessa séculos conquistando legiões de admiradores. Célia Apolinário de Aguiar, de 69 anos, dona de restaurante na cidade, faz a iguaria. Ao lado das filhas Patrícia e Helena Cristina, e das netas Monique e Laís, Célia lembra que, para agradar, o frango tem que ser caipira. O resto, certamente, fica por conta do seu talento na cozinha. O ora-pro-nóbis também tem papel de destaque. Rico em proteínas, é chamado de “carne do pobre”. Conta a história que, nos tempos coloniais, as igrejas eram cercadas pelo vegetal, mas os padres não deixavam que fossem colhidas. Então, durante a longa oração do ora-pro-nóbis, as famílias aproveitavam para apanhar as folhas e garantir o almoço. Melhor para o povo, que inventou pratos ricos, nutritivos e criativos.
Como fazer
Refogue o frango
e coloque os temperos. Quando estiver pronto,
coloque o ora-pro-nóbis e abafe (feche com a tampa
da panela). Deixe ferver durante cinco minutos.
Servir com angu, feito de fubá de moinho d’água, e
arroz com feijão.
Receita fornecida por Célia
Apolinário de
Aguiar, de Rio
Acima
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