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TIRADENTES
Nobreza do quintal
Há quem pega o cardápio, faz cara de estranhamento e logo solta a pergunta: “O que é esse tal de ora-pro-nóbis?”. É nessa hora que o chefe João Lombardi, do restaurante que leva o nome da iguaria, vai ao quintal e colhe um pouco da verdura para mostrar aos curiosos. Vegetal que dá em fartura nos quintais e que se popularizou como carne de pobre, por causa do alto teor de proteína, o ora-pro-nóbis ganhou status e respeito na gastronomia da cidade histórica. É falta grave não incluí-lo no cardápio, pelo menos se a proposta da casa é servir comida mineira. Desse pecado João está livre. Seu restaurante, que fica num cantinho próximo ao chafariz, oferece comida típica e internacional e tem o ora-pro-nóbis como ingrediente de pelo menos quatro pratos. Um deles é uma quiche, com um recheio que combina o sabor marcante da planta com um molho cremoso, à base de queijo e vinho branco. A receita é uma mostra da proposta do restaurante, que é a de misturar simplicidade com requinte. “A gente faz releituras da culinária mineira, para deixá-la mais leve”, diz. Assim, convivem com harmonia no menu risotos, fondues, leitão à pururuca e feijoada. A combinação é aprovada e não são raros os fregueses que praticamente batem ponto no lugar. Um legítimo caso de fidelidade ao sabor e, é claro, à boa forma de recepcionar dos mineiros.
Como fazer quiche de ora-pro-nóbis
Para a massa, misturar os ingredientes a amassar até que solte das mãos. Caso seja necessário, pôr a água por último. Para o recheio, levar os ingredientes ao fogo, sendo que o ora-pro-nóbis é colocado quando o molho estiver grosso. Forrar o fundo e as laterais da forma com a massa e pôr o recheio. Misturar os ingredientes da cobertura, bater com um grafo e despejar por cima. Levar ao forno por cerca de 15 minutos (o ponto pode ser medido espetando um grafo ou palito na massa. Caso saia limpo, está pronto).
Receita fornecida por João Lombardi,
de Tiradentes: (32) 3355-1656 |